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terça-feira, 8 de abril de 2014

A importância das emoções negativas


Todos preferimos sentir emoções positivas, que nos proporcionem bem-estar e felicidade. Por norma abraçamos a alegria com facilidade mas não fazemos o mesmo com a tristeza. Os sentimentos difíceis de suportar são até muitas vezes ignorados ou negligenciados, na esperança de que passem por si só ou para que não tenhamos de nos confrontar com emoções que nos magoam e fragilizam. Com o medo de perder o controlo ou de não aguentar, reprimimos o que não queremos sentir e seguimos em frente, não nos apercebendo que aquela emoção vai ter obrigatoriamente de ser canalizada de outra forma qualquer e muitas vezes de uma forma muito mais disfuncional e desgastante.
Sucede que a tristeza, a raiva, o medo ou qualquer outra emoção considerada negativa, tem um papel muito importante na sobrevivência psíquica de qualquer um de nós. Ajuda-nos a perceber o nosso interior e a tentar descobrir que circunstâncias da nossa vida precisam de ser alteradas, arrumadas ou simplesmente digeridas. No fundo, é também a tristeza que nos permite encontrar a felicidade.

O objectivo não passa necessariamente por substituir uma emoção negativa por outra positiva, mas o simples facto de não a rejeitarmos, pode levar a que essa mudança ocorra. Há emoções que só se forem vividas na sua plenitude é que podem ser ultrapassadas e, portanto, também há emoções difíceis que necessitam de permanecer algum tempo para que se transformem. Contudo, por vezes, só quando estas são verdadeiramente compreendidas é que acabma por diminuir ou até mesmo desaparecer. Ao serem destapadas, tratadas e valorizadas, perdem a sua força, dando lugar ao que inicialmente preferíamos sentir. Mas para isso, precisamos de não saltar etapas e aceitar uma emoção negativa tal como aceitamos uma emoção positiva.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Aprender a Ser Feliz



É inerente ao ser humano procurar a felicidade. Quando se pergunta a alguém o que busca na vida, é frequente ouvirmos "ser feliz". Não sendo a felicidade algo palpável, mas um estado e emoção, a tendência é visualizarmos o que nos poderia fazer felizes e ir em busca de algo ou alguém, de uma meta ou objectivo que concretize esse sentimento tão ambicionado. No entanto, quando a Psicologia estuda os níveis de felicidade das pessoas, nas mais diversas circunstâncias, conclui-se normalmente que os mais felizes e que revelam maior bem-estar emocional, são aqueles que de uma forma ou de outra, mais ou menos conscientemente, aprenderam a sê-lo. Isto significa que acrescentam mais valor na rotina e nas banalidades e pessoas do quotidiano, no que pode efectivamente manter-nos felizes de forma mais contínua, do que propriamente em momentos especiais, únicos e dificeis de alcançar.
Permanece ainda muito a ideia negativa de que a felicidade é alcançada apenas em alguns momentos pontuais da vida, como se na espaço entre esses momentos não pudessemos "exigir" manter níveis de contentamento que nos satisfazem e preenchem. Esta ideia demonstra o quanto este conceito pode ser subjectivo e depender essencialmente de como cada um de nós olha para a felicidade e para o que esta representa.
Esta aprendizagem começa por ser adquirida na infância, perante os modelos que observamos todos os dias. Se uma criança crescer num ambiente em que quem a rodeia se sente feliz, é muito provável que reproduza esse padrão e que tenha experenciado uma série de vivências simples que são suficientes para saber manter-se feliz na vida adulta. Outras vezes, pelo contrário, ter um passado de muitas dificuldades e infelicidades, pode fazer com que a pessoa aprenda, por oposição, a ter uma atitude positiva perante a vida.
Isto não exclui que, independentemente do passado que trazemos, todos nós passamos por momentos infelizes e por circunstâncias de vida muito dificeis de ultrapassar. Há factos e condições da vida que por si só são devastadores e nos quais a forma como vemos o mundo não nos protege do sofrimento.
Contudo, uma parte da infelicidade é acima de tudo uma incapacidade involuntária de detectar e corrigir o que permanentemente nos deixa infelizes, atraíndo situações que agravam esse padrão. É nesse sentido que a Psicoterapia permite a uma pessoa nestas circunstâncias, analisar e comprender quais as barreiras externas e internas que estarão a prejudicar a possibilidade de se sentir feliz.

Em baixo, um texto de Shakespeare. Aprendendo.

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar nao significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança… começas a aprender que beijos não são tratos, e presentes não são promessas... E nao importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas saber perdoa-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais .
Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida. (...)
Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a ultima vez que as vemos. (...)
Aprendes que paciência requer muita prática (...)
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás, em algum momento, condenado. Aprendes que nao importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo nao pára para que o consertes.
E finalmente, aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores.
E percebes que realmente podes suportar... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida! (...)
E só nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, o medo de tentar!"